Interdependência dos Membros Com Tercinas

O aperfeiçoamento do músico para com o seu instrumento vem através da disciplina e prática, isso acontece o mesmo com qualquer outra faculdade da mente e do corpo. Como cada ser é único, deve-se ter conhecimento que há diferentes metodologias de ensino visando melhor aproveitamento do estudante, entretanto, não significa que o caminho para o aperfeiçoamento é fácil e sem frustrações. Para desenvolver a técnica e sua aplicação é necessário desenvolver a audição e a percepção, a prática de rudimentos avulsa do objetivo final, a musicalidade, irá fazer com que o efeito desejado não se materialize.

Hoje serão abordados exercícios de interdependência dos membros, lembrando que só é adquirido interdependência através da constante prática.

Os exercícios que irei passar serão executados em cima de padrões de tercina na caixa e no bumbo, a diferença em cada exercício estará nos padrões de condução e no pedal do hit-hat.

OBS: Os exercícios podem ser executados também com o pedal do hit-hat acompanhando a tercina ou a colcheia.

 

1)

 

 

 

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3)

 

 

 

4)

 

 

 

 

Os exercícios abaixo têm um grau de dificuldade maior que os anteriores, pois misturam padrões de colcheia e tercinas.

 

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6) – Aqui o pedal do hit-hat será acionado no contra-tempo, ou seja, no E da colcheia. (Contagem 1 E, 2 E, 3 E, 4 E, 1 E, …).

 

 

 

7)

 

 

 

 

Para executar esses sete exercícios é necessário um grau de interdependência bastante avançado, por isso estude e analise as subdivisões de tempo. Não se esqueça de colocar o exercício em prática, ou seja, improvisando ou achando o melhor momento para executá-la em um Jam.

Daqui uns dias atualizarei o post com vídeos meus executando esse exercício!

Abraços! Até mais.

Técnica Moeller ou Método Moeller

O nome dessa técnica provém do baterista Sanford A. Moeller, que a descreveu em seu livro “The Art of Snare Drumming”. Ela combina técnicas variadas com o objetivo de melhorar a velocidade das mãos, força e controle, permitindo ao mesmo tempo a flexibilidade para acrescentar notas acentuadas em qualquer parte do set.

Aqui está um vídeo do mestre Dave Weckl explicando como a técnica funciona:

http://www.youtube.com/watch?v=QFZfOLbnBwI

Resumindo o que ele disse: O Moeller é uma técnica de múltiplos movimentos. As mãos do baterista trabalham como se fossem um chicote, assim gerando muita força na batida. Ela é diferente das técnicas de movimento singular, como finger control. O método Moeller diferentemente das outras técnicas funciona em duas etapas ou até três; em primeiro lugar a primeira batida é acentuada, logo após é feito um movimento com o pulso deixando ele solto (down stroke), ou desmunhecando o pulso para aproveitar o movimento de chicote(up stroke), como ele mostra no vídeo. A movimentação da mão em três etapas seria acento, down stroke e up stroke, já em duas etapas seria acento e up stroke. Para melhor aproveitamento do rebote é importante deixar a baqueta paralela à caixa. 

Obs: Triple Stroke Roll é um ótimo rudimento para praticar essa técnica.

Bom estudo!

Licks de Bateria #1

Licks de bateria são os famosos fraseados, as viradas de bateria. Eles podem abranger qualquer parte do set, desde tons até os pratos. Vou escrever nesse post alguns licks básicos com dois bumbos (ou com pivot, técnica de aproveitamento do rebote do batedor usada com pedal simples) muito usados por qualquer baterista de metal. A forma mais básica desse lick era bastante usada pelo Mike Portnoy, ex-Dream Theater. Um exemplo é na música A Change Of Seasons, aos 1:44 de música ele executa o lick.

 

 

 

Ele é fácil de ser executado e soa muito bem!

Na música Honor Thy Father a introdução dela é um fraseado com bumbo duplo. No finalzinho do fraseado a bateria soa diferente, mas ele está fazendo o mesmo padrão, apenas alternando as mãos em diferentes partes do set.

 

 

 

A lógica desse lick é sempre manter alternando, a cada determinado número toques, as mãos e os pés.

Ex:

 

 

 

 

Quase todos os fraseados com bumbo duplo variam dessa lógica: mão-mão, pé-pé. A única diferença será nos valores de tempo e as partes do set usados.

Adquirindo interdependência dos membros com levadas de Rock/Pop

As levadas de rock e pop são as mais fácil de serem aprendidas. Normalmente elas se caracterizam pelo hit hat ou o ride sendo conduzidos em semínimas (valor de uma nota/beat inteiro) ou colcheias (valor de 1/2 nota/beat), com a caixa no 2 e 4 e o bumbo no 1 e 3. Ex:

Agora vamos ver todas as variações possíveis em cima desta levada que podem ser usadas no estudo de independência. O prato de condução será usado para podermos usar o pedal do chimbal livremente. Estes exercícios tem em foco a perna esquerda, a perna que abre e fecha o chimbal.

Condução em semínimas (primeiro compasso) e colcheia (segundo compasso) com o pedal do chimbal em cima do beat, ou seja, na cabeça do tempo. Caixa no 2 e 4, bumbo no 1 e 3:

Agora a condução ficará no contra-tempo e o resto permanecerá igual:

Agora o pedal do chimbal vai ser tocado em colcheia em cima dessas três variações anteriores:

E para finalizar o pedal do chimbal apenas no contra-tempo em cima das três variações:

Bom estudo!