Introdução à História da Música Ocidental

Olá para todos os entusiastas do blog musical CAVERNADOLENHADOR.

Olá, estudantes da música! Inaugurando com esse post, lhes trago a série HISTÓRIA DA MÚSICA, onde irei comentar a respeito do surgimento da escrita musical e suas diferentes manifestações no ocidente; partindo do cantochão e passando pelos períodos renascentista, barroco, clássico, romântico e até, quando o tempo permitir, a música moderna.
Meus textos serão embasados no conhecimento acadêmico adquirido por mim ao decorrer da minha graduação em música, em artigos diversos lidos no decorrer do mestrado em musicologia e principalmente na terceira edição do livro ‘A HISTORY OF WESTERN MUSIC’ (Donald Grout/Claude Palisca, 1988), destinado a um público um pouco mais seleto em função de sua densidade. Será interessante acompanhar os posts que virão estudando paralelamente a história tradicional das civilizações do ocidente no nosso fiel ‘wikipedia‘. Sua base em história geral necessária para acompanhar esse ramo da música deve ser muito sólida, uma vez que a música se relaciona diretamente com a época, as pessoas e a localidade em que ela origina-se.

UM PANORAMA DA MÚSICA NO FIM DO MUNDO ANTIGO

Paralelamente a queda do império romano e a deposição do último imperador romano, um novo poder se firmava na névoa das guerras bárbaras. Em contrapartida ao domínio político romano, esse novo poder era de ordem religiosa. Por volta do século V,  a igreja católica já exercia um poder unificador na Europa pós-invasões, e já havia se firmado como uma instituição influente. A fé cristã já havia sido adotada pelos últimos imperadores romanos e os vestígios de seus antigos domínios lentamente se convertiam.

A alta idade média, periodização que indica a época posterior a queda de Roma, será o nosso ponto de partida para o estudo da música ocidental. A música greco-romana não foi registrada, e por isso não haviam parâmetros certeiros para que os músicos dos períodos posteriores se inspirarem, como era (e ainda é) convencional na formação dos artistas e intelectuais que se consagraram na história. Pintores e escultores poderiam admirar obras concebidas na época; pensadores e escritores bebiam da fonte da literatura grega e romana.

A razão para esse desaparecimento das tradições musicais greco-romanas se deve a própria ascensão da igreja cristã. A maior parte dessa tradição era associada a rituais pagãos e costumes sociais que a igreja julgava primitivos, e, em um trabalho de séculos, a perseguição cultural culminou na descontinuação dessas práticas musicais e, finalmente, em sua extinção.

Certas características da música da Grécia foram absorvidas pela música sacra durante sua formação em seus primeiros séculos. Embora desvinculada da música pagã, alguns elementos dessa música antiga sobreviveram durante a idade média, como as teorias musicais integradas no seu sistema filosófico – mais detalhes nesse post. Dentre as atividades condenados pela igreja e extintos em seu domínio, merecem destaque: música associada a grandes espetáculos públicos (festivais, concursos, teatros, rituais) e música para o deleite intimo.

Assim, para ser possível um entendimento da música medieval, é necessário um estudo aprofundado acerca do pensamento, teoria e das práticas musicas dos Gregos, que será abordado na próxima postagem dessa série.

Série História da Música da CAVERNADOLENHADOR:

Introdução à História da Música Ocidental
História I: A Herança Grega
História II: A Música da Antiga Roma
História III: Música na Idade Média

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s